A influenciadora Virginia Fonseca negou ter conhecido ou mantido contato com o advogado Willer Tomaz, segundo reportagem do UOL publicada em 6 de novembro de 2026. A declaração foi feita depois da revelação de que a empresa dela recebeu repasses de cerca de R$ 17 milhões de uma companhia atribuída a Tomaz.
Tomaz é amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL) e é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de casas de apostas, de acordo com o UOL.
Posicionamento da defesa
Em nota enviada ao UOL, o advogado de Virginia, Sanderson Mafra, afirmou que Tomaz não figura como parte em nenhum contrato da influenciadora e que ela não o conhece nem manteve qualquer tratativa com ele.
"O senhor Willer Tomaz não figura como parte em qualquer contrato celebrado por Virginia Fonseca, que esclarece, ainda, não conhecê-lo e jamais ter mantido com ele qualquer contato ou tratativa."
Ao ser questionado, o advogado disse que perguntas sobre terceiros, composição societária de empresas ou eventuais investigações devem ser direcionadas aos respectivos envolvidos.
Os repasses
Segundo o UOL, a AMP Pay Marketing e Negócios transferiu R$ 17,7 milhões à Talismã Digital, empresa que tinha Virginia como dona, entre março e setembro de 2024. Naquele período, a influenciadora era garota-propaganda da casa de apostas Blaze.
A assessoria de imprensa de Virginia confirmou ao UOL que os pagamentos se referiam à contratação de campanhas publicitárias, sem detalhar quais campanhas. Os valores foram enviados em cinco remessas via Pix, operações que o Banco Santander considerou suspeitas e comunicou ao Coaf, segundo a reportagem.
Suspeita sobre a AMP
De acordo com o UOL, a Polícia Federal obteve documentos em que Tomaz afirma ser sócio ou acionista da AMP. Investigadores apontam características que levantam a hipótese de a empresa ser de fachada. Ela está registrada no Simples Nacional, regime para negócios com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano, e o endereço de cadastro fica em um box de centro comercial em Itajaí (SC). Ainda segundo a reportagem, Tomaz foi considerado o maior apostador em bets do país em 2025 e pode ter alguma atuação na Blaze, conforme suspeita da PF. A PF investiga indícios de uma sociedade oculta entre ele e Flávio Bolsonaro, que é apontado como parte do suposto esquema, também segundo o UOL.
Os fatos citados nesta matéria são apurados pelo UOL e envolvem investigações em andamento.