A Polícia Civil do Pará cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um grupo suspeito de aplicar fraudes de portabilidade salarial contra servidores públicos e aposentados dos dois estados. Segundo reportagem do Gazeta do Cerrado, a operação Vicário foi deflagrada na quinta-feira (5), em ação conjunta com a Polícia Civil do Tocantins.

Três mandados no Pará e um em Araguaína

De acordo com a mesma reportagem, três ordens judiciais foram cumpridas em Belém e em Ananindeua, na Grande Belém. Uma quarta foi executada em Araguaína, no norte do Tocantins.

Como o esquema funcionava

As investigações apontam que o grupo usava dados pessoais de servidores e aposentados para abrir contas bancárias fictícias. Com essas contas, segundo o Gazeta do Cerrado, os suspeitos pediam a portabilidade dos salários sem o conhecimento dos titulares.

O delegado Glaudson Rodrigues, responsável pela investigação, descreveu a etapa seguinte do esquema. Ele afirmou que, assim que o crédito era feito, o valor era dividido entre várias contas de passagem, o que dificultaria o rastreamento e a recuperação do dinheiro.

"Assim que o crédito entrava, o dinheiro era fracionado entre várias contas de passagem, manobra destinada a dificultar o rastreamento e a recuperação dos valores."

Ainda segundo a reportagem, o delegado é quem responde pelo caso.

Bloqueio de bens e crimes investigados

Nas buscas, foram apreendidos três aparelhos celulares. A Justiça autorizou a extração dos dados desses dispositivos e das contas em nuvem dos investigados.

Para garantir o ressarcimento das vítimas, a Justiça atendeu a pedido da Polícia Civil do Pará e determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 20.416,06, valor estimado do prejuízo. Os investigados podem responder por estelionato mediante fraude eletrônica, uso de documento falso, lavagem de capitais e associação criminosa.

Os presos foram levados à unidade policial e passaram pelos procedimentos cabíveis. Segundo o delegado, eles seguem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil afirmou, de acordo com o Gazeta do Cerrado, que a operação faz parte de sua atuação contra crimes patrimoniais praticados no ambiente digital, em cooperação com polícias civis de outros estados.