O Japão anunciou nesta sexta-feira (6) um pacote emergencial de cibersegurança que combina inteligência artificial (IA) e a criação de equipes de resposta a ataques digitais. Segundo reportagem do g1, a medida vem após uma série de vazamentos de dados que atingiu empresas e órgãos do governo. O plano soma US$ 63 milhões (R$ 345,24 milhões).
Motivação e objetivos do plano
Segundo o g1, a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou em reunião ministerial que é essencial responder rapidamente a possíveis ataques em um cenário de ameaças geradas por IA. Ela pediu que órgãos públicos e empresas reforcem a preparação para esse tipo de ocorrência.
O pacote foi anunciado depois que dezenas de empresas e órgãos do governo sofreram acessos não autorizados a sistemas e vazamentos de dados de clientes, o que provocou preocupação no país, de acordo com o g1.
"Neste exato momento, estão ocorrendo casos de acesso não autorizado e vazamentos de dados, causando um grande impacto na vida cotidiana da população e nas atividades das empresas."
A declaração foi citada pelo g1 como fala de Takaichi. Na mesma linha, ela afirmou que o governo vai ampliar a capacidade de resposta em todo o território japonês, mobilizando os recursos oficiais disponíveis.
Segundo o g1, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta com compartilhamento de informações entre os setores público e privado, assistência rápida aos afetados e ações de recuperação de danos. O objetivo declarado é colocar o Japão entre os países com maiores níveis de cibersegurança do mundo.
Equipes especializadas e uso de IA
Em caso de possível ameaça à segurança nacional, o governo mobilizará uma equipe de apoio formada por representantes do Ministério da Defesa, da Agência Nacional de Polícia e do Escritório Nacional de Cibersegurança, informa o g1.
Até o fim de novembro, deve ser criado um grupo de especialistas sob responsabilidade do Ministério da Economia, Comércio e Indústria. Essa equipe usará IA para combater hackers e identificar falhas que possam ser exploradas em sistemas e redes. Também deverá trabalhar com empresas de tecnologia e desenvolvedores de IA de países aliados para manter atualizado o conhecimento japonês na área.
O pacote prevê ainda uma "equipe de resgate cibernético", formada por especialistas dos setores público e privado, para dar os primeiros atendimentos a empresas afetadas por ataques digitais. Outro grupo ficará encarregado de ajudar as organizações mais vulneráveis a reforçar seus sistemas de defesa.
Defesa cibernética ativa
O governo pretende ampliar sua capacidade de acessar preventivamente servidores usados por hackers. A estratégia, chamada de "defesa cibernética ativa", foi legalizada em outubro, segundo o g1.