Segundo reportagem do UOL, com informações da Reuters, o ex-capitão da seleção brasileira Cafu afirmou que a trajetória de Neymar na equipe deve ser lembrada como bem-sucedida e honrosa. A avaliação vem após o atacante indicar o fim de sua carreira na seleção, depois da eliminação do Brasil na Copa do Mundo deste ano.
Neymar e o fim de um ciclo
De acordo com o UOL, Neymar disse no fim de julho que acreditava que seu momento na equipe havia passado, repetindo o que afirmou logo após a derrota para a Noruega nas oitavas de final. A eliminação foi a mais precoce do Brasil em um Mundial desde 1990.
Segundo a reportagem, o atacante, maior artilheiro da história da seleção em jogos oficiais, disputou quatro Copas, marcou 80 gols e deu 58 assistências em 130 partidas. Ele conquistou apenas um título pela equipe principal, a Copa das Confederações de 2013.
"O fim do ciclo na seleção é para todo mundo. O mais importante é que o ciclo dele é um ciclo vitorioso."
A frase é de Cafu, em entrevista à Reuters, citada pelo UOL. Recordista de partidas com a camisa brasileira, ele afirmou que Neymar deixou marca e história na seleção e no futebol mundial, e classificou a passagem como muito honrosa.
Reconstrução sob Ancelotti
Cafu disse que o foco agora deve estar na nova geração sob o comando de Carlo Ancelotti, que iniciou um processo de reconstrução mirando a Copa do Mundo de 2030. Ancelotti assumiu a seleção em 2025 e foi mantido no cargo até 2030 após a eliminação no torneio.
Para o ex-lateral, a próxima Copa deve ser diferente, com o Brasil entre os favoritos. "Um novo ciclo, um novo trabalho", disse o capitão do pentacampeonato, que foi comandado por Ancelotti no Milan. Ele afirmou também que o técnico terá tempo para implantar seu esquema tático.
Novos jogadores e entrosamento
Conforme o UOL, quase dois terços do elenco da Copa ficaram fora da primeira convocação após o torneio, na qual oito atletas fizeram estreia. Na semana anterior, Ancelotti chamou mais cinco jogadores que ainda não tinham atuado pela equipe principal, para os amistosos contra Japão e Cingapura neste mês.
Cafu considerou a reformulação válida e disse que é raro a seleção repetir a mesma formação a cada quatro anos. Ele espera que os jovens jogadores, somados aos experientes, alcancem o entrosamento necessário.
Esta matéria é baseada em reportagem do UOL, com informações da Reuters.