A CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), da CBF, deu ao Corinthians até 3 de dezembro para quitar cerca de R$ 16 milhões em dívidas com credores. Segundo reportagem do ge, o descumprimento pode levar o clube a um novo transfer ban, que impediria o registro de novos atletas até 16 de julho de 2027. As parcelas em atraso venceram em abril e em outubro deste ano.
Multa e novo prazo
Ainda de acordo com o ge, a câmara aplicou multa de 25% sobre as duas parcelas do acordo coletivo que não foram pagas. O documento enviado ao clube fixa o dia 3 de dezembro de 2026 como limite para a quitação.
Se o Corinthians não comprovar o pagamento até essa data, o relator fica autorizado a determinar à Diretoria de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF que estenda a proibição de registro de novos atletas, aplicada em 17 de julho de 2026 por um ano. Pelo cálculo citado pelo ge, o novo período iria até 16 de julho de 2027.
Pedido do Cuiabá e investigação
O Cuiabá, principal credor do clube no acordo, acionou a CNRD há cerca de duas semanas. O clube mato-grossense pediu a extinção do plano de pagamento e a aplicação de um transfer ban de dois anos.
Segundo o ge, a decisão desta terça-feira acolheu parcialmente os pedidos do Cuiabá. Além da multa e da data-limite, a câmara autorizou a abertura de investigação pela ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol) sobre os atrasos seguidos.
Outras sanções e acordo
O ge informa que o Corinthians tem outros três transfer bans ativos, dois aplicados pela Fifa e um pela CBF. O mais recente foi imposto justamente pelo atraso na parcela de abril da CNRD e vale até 17 de janeiro de 2027.
O plano coletivo foi firmado após cobranças de clubes, jogadores e empresários. Homologado em abril do ano passado, o acordo prevê o pagamento de R$ 76 milhões, divididos em parcelas trimestrais ao longo de seis anos. De cada parcela, 80% vai ao credor principal e 20% são destinados a honorários advocatícios, segundo a mesma reportagem.
Ao todo, o clube deixou de pagar aproximadamente R$ 16 milhões aos credores do plano intermediado pela CNRD.