Cotidiano
Anvisa manda apreender canetas emagrecedoras vendidas na internet
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (14) a apreensão de produtos vendidos pela internet sem regularização sanitária. A medida também proíbe a fabricação, importação, distribuição, divulgação e utilização dos itens atingidos.
Entre os produtos estão substâncias como tirzepatida e retatrutida, associadas às chamadas canetas emagrecedoras. Segundo a agência, os produtos eram anunciados em diferentes plataformas de comércio eletrônico.
A determinação cita sites como Zyntra Shop, ZPHC Store, Peptídeos do Brasil e Oxygen KW Pharma Brasil.
Entre os produtos identificados estão Retatrutude 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150 mg e Caneta Tirzepatide 75 mg. A medida também alcança o Retagen 40 mg, que contém retatrutida.
Segundo a Anvisa, a decisão tem caráter preventivo e busca evitar que a população tenha acesso a produtos cuja regularidade, qualidade, segurança e eficácia não foram comprovadas perante a autoridade sanitária.
Retatrutida não tem registro sanitário
Um dos principais alvos da determinação é a retatrutida, substância que vem sendo estudada para o tratamento da obesidade e de condições metabólicas.
De acordo com a Anvisa, a substância não possui registro sanitário em nenhum país. Conforme as informações divulgadas pela agência, a empresa responsável pelo desenvolvimento também não havia solicitado autorização para comercialização à Anvisa ou a outros órgãos reguladores internacionais.
A ausência de registro significa que o produto não passou por todas as etapas necessárias para receber autorização de comercialização como medicamento.
A agência também determinou a proibição de produtos anunciados pela Liberty Pharma, incluindo Retatrutida Liberty Pharma, Tirzepatida Liberty Pharma, NAD+ Liberty Pharma, Glow GHK-Cu Liberty Pharma e GHK-Cu Liberty Pharma.
Outros produtos também entram na lista
A decisão também envolve produtos fabricados pela Cris Barden Naturopatia Ltda., que, segundo a Anvisa, não possuem registro, notificação ou cadastro sanitário.
Os produtos eram divulgados com diferentes alegações, incluindo ações antifúngicas, antimicrobianas e anti-inflamatórias, além de promessas relacionadas à desintoxicação do organismo, eliminação de parasitas, alívio de dores e fortalecimento da imunidade.
Entre os itens atingidos estão kits de detox e desparasitação, produtos de carvão ativado, kits com quelação, compostos emagrecedores, ouro coloidal e prata coloidal.
A Anvisa considera que alegações com finalidade terapêutica podem exigir o cumprimento das regras sanitárias aplicáveis aos medicamentos.
Agência alerta para produtos sem regularização
Segundo a agência, a comercialização de produtos sem a regularização exigida impede que o consumidor tenha garantias sanitárias sobre aspectos como composição, qualidade e segurança.
A determinação busca retirar os produtos atingidos de circulação e impedir novas ofertas ao público.
A Anvisa orienta que consumidores consultem a situação de medicamentos e outras informações sanitárias nos canais oficiais da agência antes de adquirir produtos desse tipo.
Fonte: Jornal Sou de Palmas

