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Cotidiano

Lago de Palmas esconde casa e máquinas submersas; conheça a história

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Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães — Foto: Divulgação/Investco

O Lago de Palmas, formado pelo reservatório da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, guarda estruturas que ficaram submersas após a construção da barragem. Entre elas está uma casa que pertencia ao antigo povoado Canela, região próxima a Palmas, encontrada durante mergulhos realizados para mapear áreas destinadas à pesca esportiva.

O reservatório foi formado em 2001, após a construção da usina no Rio Tocantins, entre Miracema e Lajeado, a cerca de 60 quilômetros de Palmas.

Com aproximadamente 630 km² de área e 170 quilômetros de extensão, o lago se estende por diferentes municípios do Tocantins. Segundo informações do governo estadual, a bacia abrange mais de 20 municípios e reúne cerca de um quarto da população do estado.

Estruturas ficaram submersas

Entre as descobertas feitas no fundo do lago estão uma casa do antigo povoado Canela, uma retroescavadeira, uma barreira de tijolos e até piscinas.

Segundo o pescador esportivo Luiz Carlos Marques de Queiroz, que também é tenente-coronel da Polícia Militar, os registros foram feitos durante um trabalho de mapeamento das águas para a pesca esportiva.

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Ele realiza mergulhos livres e explora áreas de até nove metros de profundidade. Quando encontra alguma estrutura, registra a localização e faz imagens.

A casa foi localizada em junho de 2026 e acabou chamando atenção por revelar parte da história da região antes da formação do reservatório.

“Eu acabo encontrando essas estruturas e, quando encontro, salvo a localização. Eu mergulhei para fazer essas imagens e contar um pouco da história do lago”, contou.

Algumas das estruturas encontradas atualmente servem de abrigo para peixes.

Construção da usina

A Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães foi construída em um período de 39 meses, com a participação de cerca de 11 mil trabalhadores, segundo o professor e pesquisador de história regional Júnio Batista.

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Foram utilizados mais de 1,2 milhão de metros cúbicos de concreto e cerca de 61 mil toneladas de aço durante a construção.

O enchimento do reservatório levou aproximadamente seis meses.

De acordo com a concessionária Investco, responsável pela implantação e operação da usina, o empreendimento contribuiu para transformar o Tocantins de importador em exportador de energia elétrica.

Lago também mudou a paisagem de Palmas

A formação do reservatório também transformou a paisagem da capital tocantinense. O trecho do lago que passa por Palmas forma áreas conhecidas como as praias das Arnos, Graciosa, Prata, Caju e Buritis.

Enquanto essas áreas se tornaram pontos de lazer e turismo, outras partes do reservatório escondem vestígios do período anterior à formação do lago — incluindo estruturas de antigos povoados e equipamentos que permaneceram submersos.

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As descobertas feitas pelos mergulhadores ajudam a revelar um pouco dessa história que ficou debaixo das águas após a construção da usina.

Fonte: G1 Tocantins