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Tocantins reduz desemprego e registra taxa de 4,1% no 2º trimestre
O Tocantins encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma taxa de desemprego de 4,1%, abaixo da média nacional de 5,4%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pnad Contínua.
Com o resultado, o estado ficou entre as 11 unidades da Federação com taxa de desocupação inferior à média brasileira no período.
Queda foi de 1,5 ponto percentual
Segundo o levantamento, a taxa de desemprego no Tocantins caiu 1,5 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2026.
A redução ficou entre as maiores do país. Apenas Rio Grande do Norte, Acre e Paraíba registraram quedas superiores, de 1,9, 1,6 e 1,6 ponto percentual, respectivamente.
O Tocantins ficou atrás de estados como Santa Catarina, Mato Grosso, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais e Goiás entre aqueles com taxas abaixo da média nacional.
Na outra ponta, as maiores taxas foram registradas no Amapá, com 9,8%, Bahia, com 9,1%, Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%.
Segundo o analista da pesquisa William Kratochwill, as diferenças entre os estados podem estar relacionadas a fatores como nível de industrialização, desempenho da atividade econômica e grau de instrução da população.
No Brasil, a taxa de desemprego recuou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre.
Menos brasileiros procuram trabalho há mais de dois anos
A Pnad Contínua também apontou queda no número de pessoas que estão procurando trabalho há pelo menos dois anos.
No segundo trimestre, 1,06 milhão de brasileiros estavam nessa situação, o menor número registrado desde o início da série histórica, em 2012. Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 15,6%.
A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de ocupação, como trabalhadores com ou sem carteira assinada, temporários e autônomos.
Para o IBGE, é considerada desocupada a pessoa que não possui trabalho e tomou medidas efetivas para conseguir uma ocupação no período de referência da pesquisa.
Mulheres e pessoas pretas e pardas têm taxas maiores
Os dados nacionais também mostram diferenças na taxa de desemprego conforme sexo e cor ou raça.
Entre os homens, a taxa ficou em 4,6%, enquanto entre as mulheres chegou a 6,4%.
Por cor ou raça, o índice foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.
A Pnad Contínua utiliza as categorias de cor ou raça separadamente. Já o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
Fonte: Jornal Sou de Palmas

