O presidente Lula fez os primeiros sinais concretos de adoção de um ajuste fiscal, segundo reportagem do g1. Em reunião com ministros, ex-ministros e economistas ligados ao PT, na quinta-feira (5), ele alinhou o discurso interno às propostas do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Compromisso com a responsabilidade fiscal

De acordo com o g1, Lula afastou a possibilidade de adotar "fórmulas mágicas" e disse, no Palácio do Planalto, que pretende manter a economia "arrumada", com responsabilidade fiscal e jurídica, para atrair investimentos. A reportagem registra que a fala foi avaliada internamente como positiva, por transmitir aos investidores e economistas a mensagem de que o governo fará o ajuste necessário para reduzir a dívida pública.

Segundo a reportagem, a proposta do economista André Lara Resende de criar um plano para tabelar a taxa de juros e as metas fiscais foi discutida na reunião, no Palácio da Alvorada, mas descartada por ser considerada de alto risco. O g1 cita, como pano de fundo, um cenário de crescimento menor e de inflação pressionada pelo El Niño, pelos combustíveis e pela entrada em vigor da nova escala de trabalho 5x2.

Próximos passos das medidas

Ainda segundo o g1, Dario Durigan e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, devem fechar as propostas que garantam o cumprimento do centro das metas fiscais, sem exceções, preservando os programas sociais e as promessas do presidente. Entre as exceções citadas está o pagamento de precatórios.

Lula viaja à Turquia e às Filipinas e embarca na segunda-feira (9), retornando na semana seguinte. Só depois da viagem ele deve analisar as medidas, conforme a reportagem.

Pronunciamento no domingo

O presidente fará pronunciamento em cadeia de rádio e televisão no domingo (8). Segundo o g1, a fala deve tratar de pacificação do país, de continuidade na redução da pobreza e de responsabilidade fiscal, sem anúncio de medidas, já que elas ainda não estão fechadas.