A colheita de soja nos Estados Unidos atingiu 88% da área cultivada até o domingo (1º de novembro), segundo o relatório semanal Crop Progress, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O índice avançou nove pontos percentuais em uma semana, quando o trabalho estava em 79%, e ficou acima da média de 84% dos últimos cinco anos para o período.
Soja acima da média
O ritmo mais rápido amplia a oferta da oleaginosa no mercado norte-americano. Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja fecharam o primeiro pregão de novembro com queda superior a 1%.
Entre os fatores acompanhados pelos operadores estão as perspectivas de oferta dos Estados Unidos, os números recentes de exportação divulgados pelo USDA e o desenvolvimento da próxima safra brasileira.
Milho segue atrasado
No milho, a colheita chegou a 74% da área até 1º de novembro, após 60% na semana anterior. O avanço de 14 pontos percentuais foi o maior da série recente, mas o índice ainda está três pontos abaixo da média de 77% dos últimos cinco anos.
Nesta segunda-feira, os futuros do cereal fecharam com pequenas altas, mas o contrato dezembro/26 não conseguiu se manter no patamar de US$ 4,50 por bushel. Em outubro, os contratos mais próximos negociados na CBOT acumularam perdas superiores a 10%.
Na demanda, as inspeções de milho para exportação somaram 884.766 toneladas na semana encerrada em 29 de outubro, alta de 38,63% na comparação semanal. O volume, porém, segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Trigo de inverno e algodão
No trigo de inverno, a semeadura alcançou 83% da área prevista, sete pontos a mais que na semana anterior, mas ligeiramente abaixo da média histórica de 84%. A emergência das plantas subiu de 53% para 65%, em linha com a média de cinco anos.
Quanto às condições das lavouras, 44% estão classificadas como boas ou excelentes (38% boas e 6% excelentes). Outros 38% estão em condição regular, 13% em condição ruim e 5% em condição muito ruim. O desenvolvimento das plantas nos próximos meses, sobretudo diante da umidade e da temperatura nas regiões produtoras, segue sob acompanhamento.
No algodão, a colheita atingiu 63% da área até 1º de novembro, avanço de 11 pontos em relação aos 52% da semana anterior. O índice fica nove pontos acima da média histórica de 54% para o período.
Em Nova York, os futuros do algodão fecharam o dia com pequenas perdas, depois de devolverem os ganhos registrados pela manhã. Com a maior disponibilidade de pluma norte-americana, o mercado acompanha a qualidade do produto colhido e a capacidade de absorção da safra pelos compradores domésticos e internacionais.